Dicas

09
Nov

Mitos x Verdades: uso de repelentes em bebês

Durante o verão surgem algumas preocupações para os pais, entre elas, a proteção contra os mosquitos através dos repelentes, já que nesta estação a incidência de insetos é mais alta. Os mosquitos, além de oferecerem risco de reações alérgicas através de suas picadas, podem transmitir doenças, como os casos de febre amarela e dengue.

Em tempos onde muitas informações podem ser encontradas na internet, você sabe o que é mito ou verdade sobre esse tema? 

 

Como devo escolher e como aplicar o produto adequadamente em meu filho? 

É recomendado que os repelentes sejam utilizados em locais com maior incidência de mosquitos, como: praias, parques e fazendas. No momento da escolha pelo repelente, é fundamental que os pais optem por produtos aprovados pelo Ministério da Saúde ou pela Anvisa, pois assim serão garantidos a segurança e eficácia do produto.

 

Bebês menores de 6 meses não podem utilizar repelentes

Verdade! Os pequenos não devem usar nenhum tipo de repelente antes do sexto mês, apenas fazer uso de medidas preventivas como mosquiteiros, por exemplo.

Quando o bebê completar seis meses, os pais podem aplicar repelentes à base de IR3535. Acima de dois anos, os produtos podem ser à base de DEET (em concentração máxima de 10%) e Icaridina (em concentração de 25%).

 

Repelentes não são seguros à saúde das crianças/bebês

Mito! Antes de serem disponibilizados no mercado, os repelentes passam por testes de segurança e eficácia. É importante respeitar as instruções de uso e faixa etária e vale fazer um teste em pequenos pontos do corpo, para garantir que não haja reações alérgicas, coceiras ou vermelhidão.

 

Não é preciso aplicar o repelente por baixo da roupa

Verdade! O uso de repelentes para bebês deve ficar restrito as partes expostas do corpo e, se houver necessidade, utilize opções em spray sobre a roupa. Importante ressaltar que o produto não deve ser aplicado sobre pele lesionada ou que já esteja irritada.

 

Repelentes caseiros são tão eficazes quanto os comerciais

Mito! Produtos caseiros formulados à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não têm eficácia comprovada pela Anvisa.

 

O repelente deve ser o primeiro produto a ser aplicado na pele

Mito! Ele deve ser o último, desta forma os demais produtos / componentes não irão se misturar ao repelente. Lembre-se que é preciso esperar a loção hidratante, por exemplo, secar primeiro, para depois aplicar o repelente por cima.

 

Recomendações importantes:

·         Não permitir que a criança durma ou permaneça com o repelente no corpo por período prolongado, este deve ser retirado com água e sabão;
·         Leia sempre as indicações e contraindicações do produto a fim de evitar complicações;
·         Não permita que a criança auto aplique o produto, evitando assim sua ingestão e sérias complicações, como a intoxicação;
·         Evite aplicar o produto próximo a boca, nariz, olhos ou em feridas;
·         Evite aplicar o produto sob roupas, uma vez que sua ação depende da evaporação, além disso, a oclusão com roupa pode favorecer o desenvolvimento de alergias
·         Utilize quantidade suficiente do produto (recomendada pelo fabricante) para a proteção de áreas expostas, evite sua aplicação por de baixo das roupas;
·         Sempre aplique o produto em intervalos recomendados pelo fabricante;
·         Tenha preferência por loções cremosas para as crianças, pois são mais seguras;
·         Estes produtos podem causar reações alérgicas, por este motivo devem ser utilizados sempre sob orientações médicas;
·         Os repelentes devem ser sempre os últimos produtos a serem aplicados, depois dos hidratantes ou filtro solares.

 

Outras medidas complementares também devem ser adotadas para a proteção das crianças, como a utilização de telas em portas e janelas, a refrigeração do ambiente através de ventiladores e ar condicionado, a utilização de vestimentas claras, de preferência com mangas e calças compridas, a não aplicação de produtos com fragrância, e o cuidado com a limpeza e a dedetização do ambiente.

 

 

REFERÊNCIAS

https://escolasdobem.com.br/uso-de-repelentes-para-bebes/

https://escolasdobem.com.br/saiba-como-fazer-o-uso-adequado-de-repelentes-em-criancas/

http://elas.gaz.com.br/conteudos/saude/2019/12/13/159049-mitos_x_verdades_uso_de_repelentes_em_bebes.html.php

https://www.centralnacionalunimed.com.br/web/guest/viver-bem/pais-e-filhos/uso-de-repelentes-em-criancas?p_p_id=148_INSTANCE_K&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&resetCur=true&p_r_p_564233524_tag=filhos

 

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19
Out

Virose infantil do Verão: síndrome mão-pé-boca

A doença mão-pé-boca é uma enfermidade altamente contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

 

São sinais característicos da doença:

– febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
– aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
– erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
– mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
– por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

 

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, a transmissão pode ocorrer também através da saliva, tosse e espirro. Sendo assim, a criança que está com essa doença não deve ter contato com outras crianças, e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. 

 

Tratamento:

O tratamento da síndrome mão-pé-boca deve ser orientado pelo pediatra ou clínico geral e pode ser feito com remédios para a febre, anti-inflamatórios, remédios para a coceira e pomadas para as aftas, com o objetivo de aliviar os sintomas. Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. 

O tratamento dura cerca de 7 dias e é importante que a criança não vá à escola ou à creche durante este período para não contaminar outras crianças.

 

Recomendações:

– nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes;
– alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir;
– bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
– lembre-se sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada;
– evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar);
– cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
– manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas;
– não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;
– afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas (geralmente 5 a 7 dias após início dos sintomas);
– lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa);
– descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas.

 

Como confirmar o diagnóstico:

O diagnóstico da síndrome mão-pé-boca é feito pelo pediatra ou clínico geral por meio da avaliação dos sintomas e das manchas.

Por causa de alguns sintomas, essa síndrome pode ser confundida com algumas doenças, como a herpangina, que é uma doença viral em que o bebê apresenta feridas na boca semelhante às feridas do herpes, ou a escarlatina, em que a criança apresenta manchas vermelhas espalhadas pela pele. Por isso, o médico pode solicitar a realização de exames laboratoriais complementares para fechar o diagnóstico.

 

 

REFERÊNCIAS
https://semprematerna.com.br/virose-infantil-do-verao-sindrome-mao-pe-boca/

https://bvsms.saude.gov.br/doenca-mao-pe-boca/

https://www.tuasaude.com/sindrome-mao-pe-boca/

https://www.temhora.app/o-que-e-a-doenca-mao-pe-boca-e-como-tratar

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29
Set

Atividade física na gestação

      As mulheres nesta fase precisam de bem estar fíco e mental pois enfrentam uma série de alterações fisiológicas e anatômicas que podem trazer desconfortos nesse período. Com exercícios específicos e orientados, é possível evitá-los e permitir que tenham uma gravidez tranquila e segura desde que mãe e feto estejam com boa evolução, sem contraindicações médicas, a prática de atividade física na gravidez é muito bem-vinda. Se o obstetra der o aval, não tem desculpa! Vale a pena suar a regata, o top e a camiseta!

 

Os benefícios  são:

  • evitar uns quilos extras;
  • preparo da musculatura pélvica-perineal para o parto. Recuperação mais rápida puerperal;
  • menor risco de diabetes gestacional;
  • menos dor lombar e pélvica;
  • menor incidência de incontinência urinária;
  • melhora da saúde mental, com menor risco de depressão pós-parto.

Devido ao aumento de gestantes procurando atividades físicas, instituições canadenses se debruçaram sobre as pesquisas na área e criaram a primeira diretriz a listar não apenas as vantagens da atividade física nessa fase mas também as orientações para as mulheres saírem do sedentarismo de maneira segura. 

 

As principais recomendações da nova diretriz internacional de exercícios para gestantes são:

1. Toda mulher sem contraindicação médica pode e deve ser fisicamente ativa durante a gravidez. 

2. As gestantes precisam fazer 150 minutos por semana de exercícios físicos em intensidade moderada para obter benefícios. 

3. Esse tempo tem que ser dividido em pelo menos três dias da semana. 

4. Um treino focado no assoalho pélvico pode ser feito regularmente. Busque acompanhamento de um profissional para receber instruções específicas. 

5. Em caso de tontura, náuseas e afins durante o exercício, se recomenda a mudança de posição ou a troca da atividade. 

6. O ideal é combinar exercícios aeróbicos (hidro, caminhada…) e resistidos (musculação). Ioga, Pilates e alongamentos leve também são bem-vindos. 

 

O que fazer:

  1. caminhadas leves;
  2. spinning;
  3. natação;
  4. dança;
  5. atividades de resistência leve.

Associado a esses, não esquecer de exercícios de trabalho para o assoalho pélvico. A rotina pode começar na gravidez e tornar-se hábito para prevenção de incontinência urinária para o climatério.

A intensidade pode ser difícil de calibrar. Como saber se a intensidade está adequada? Uma das formas é conversar durante a atividade. Se você for capaz de conversar durante a atividade física, pode considerar intensidade moderada, se não conseguir, já estará com grande intensidade.

 

 

Toda mulher sem contraindicação médica pode e deve ser fisicamente ativa durante a gravidez. É o obstetra quem avalia o histórico e as condições da paciente antes de liberar o treino. Doenças maternas, antecedente de parto prematuro ou aborto espontâneo: tudo é levado em conta. Concedido o ok, recomenda-se esperar passar os três primeiros meses de gravidez, período crítico no desenvolvimento do feto. Tão importante quanto não ficar parada é ter supervisão. Um ponto importante é que exista um diálogo entre todos os profissionais que acompanham a mulher: médico, enfermeira, educador físico e fisioterapeuta.

 

Quando os exercícios estão fora de cogitação ou merecem ser avaliados pelo médico:

Histórico: quem já sofreu aborto espontâneo ou parto prematuro precisa ser avaliada rigorosamente. 

Hipertensão: exercícios auxiliam a controlar a pressão. Mas, sem orientação, podem causar o efeito oposto. 

Doenças do coração: arritmias ou outras anormalidades cardíacas exigem cuidado dobrado. 

Problema respiratório: treinos inapropriados podem provocar desconfortos e impactar no bebê. 

Anemia: a queda nas hemoglobinas do sangue afeta a distribuição de oxigênio até para o feto. 

Desnutrição: se não corrigida, a carência de nutrientes abala o ânimo, o humor e a saúde da mãe e do filho. 

Gêmeos: após a 28ª semana de uma gravidez de gêmeos, exercícios podem se tornar arriscados. 

Hemorragia: sangramento vaginal é sinal de gravidez de risco. Não deixe de procurar o médico. 

Pré-eclâmpsia: marcada por pressão alta na gestação, demanda repouso e monitoramento. 

Crescimento anormal do bebê: corre-se o risco de o oxigênio não chegar na quantidade adequada para o feto. 

Diabetes tipo 1 descontrolado: nesse caso, os exercícios descompensam a doença. 

Tireoide alterada: sem tratamento, o déficit ou o aumento dos hormônios tireoidianos mexem com o corpo todo. 

Trigêmeos: por se tratar de uma gestação de risco, exercícios não são aconselháveis nesse caso. 

 

A atividade física, salvo em raras exceções, é importante para o bem estar de todas as pessoas. Desde a infância para prevenção de obesidade, promover interação social, os benefícios são enormes. Na adolescência e idade adulta proporciona bem estar, controle de peso, prevenção de diabetes tipo 2, melhora de controle pressórico nos hipertensos, entre outros. Na gestação também não poderia ser diferente. Desde que mãe e feto estejam com boa evolução, sem contraindicações médicas, a prática de atividade física na gravidez é muito bem-vinda, procure seu médico e tenha uma qualidade de vida durante sua gestação!

 

REFERÊNCIAS 

https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/6Jd7PRYCv8cBzRbvQ77pF4d/?format=pdf&lang=pt

Leia mais em: https://saude.abril.com.br/fitness/quais-sao-os-beneficios-de-se-exercitar-na-gravidez/

https://www.tuasaude.com/atividade-fisica-para-a-gravidez/

https://pebmed.com.br/guideline-de-atividade-fisica-na-gravidez/

 

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23
Set

Escolinha e nossos filhos

    Este post é de uma mãe bastante iniciante no quesito “bebê na escolinha”. Faz apenas três semanas que a Martina (que hoje está com 3 anos) começou sua adaptação na escola. E entre indas e vindas, devido a pandemiA (pois ela iniciou adaptação antes da pandemia, quando a escola teve que fechar), finalmente parece que ela vai se adaptar, embora ainda tem muito “chão” pela frente. 

 

   O que me motivou a escrever este post foi a  adaptação na escolinha e dividir com vocês as minhas primeiras impressões sobre ter nossos filhos algumas horas do dia longe, lá com as profes da escolinha e os outros bebês lindinhos, sim, mas cheios de babas e outras “inhacas” que todas as crianças têm, trazendo assim as doenças associadas a escolinha. 

 

     Vamos começar pela parte da adaptação. Eu sempre achei que minha filha iria chegar e ir correndo brincar querer ficar perto das outras crianças brincando, assim como ela sempre fez em todos os lugares por onde passamos. Ela é uma criança super extrovertida, comunicativa e me parecia independente, porém com a escolinha tudo foi diferente e minhas expectativas não foram alcançadas. A adaptação foi bem ruim, ela chorou muito e quando tudo parecia estar encaminhado, vinha o final de semana, feriados, resfriados e viroses. Enfim, foi e está sendo uma adaptação para nós duas, pois para mim também foi dolorido ver este sofrimento dela mesmo sabendo ser muito necessário para o desenvolvimento pessoal dela. Chego a conclusão que todas as crianças se adaptam, cada uma no seu tempo e do seu jeito, deslumbrar o novo nem sempre é fácil, porém a escolinha traz muitos benefícios para o desenvolvimeto dos nossos filhos.

 

       A socialização é um benefício a escolinha poderá proporcionar ao seu filho. Ele vai aprender a brincar com outros bebês, a compartilhar coisas com os outros e, o que pode ser muito difícil para você, a saber viver algumas horas longe da barra da saia da mãe, isto torna eles mais independentes. Novas experiências irão surgir e por mais que a gente tente todo dia fazer algo novo em casa – uma nova brincadeira, um novo vídeo, uma nova comidinha para seu filho experimentar – não dá para comparar o nosso esforço com a estrutura e experiência que as professoras têm.

 

       A introdução escolar é um marco na vida das famílias. Muitas mudanças acontecem na dinâmica familiar, e junto com toda essa fase turbulenta, ainda surgem as primeiras doenças do bebê.  É super normal ficar resfriado ou com alguma doença mais simples neste primeiro ano escolar, e este número vai caindo com o passar dos anos na escola. Tudo isso é causado, na sua maioria, por contato com novos vírus e bactérias. Algo que nunca havia ocorrido na vida do bebê, o que favorece que eles sejam mais suscetíveis a desenvolver infecção.

 

     Com a pandemia do Coronavírus tudo se tornou mais preocupante, e aos poucos a confiança e a necessidade de deixar nosso filhos na escolinha se tornou mais presente no nosso dia a dia. Além de todas as medidas de seguranças que as escolinhas adotaram, o coronavírus ainda é muito presente e preocupante, pois nossos filhos podem estar mais expostos a ele e a mais de 200 outros vírus respiratórios, pelo menos! Esses vírus são espalhados pelo ar, nas mãozinhas, secreção nasal, objetos. Vamos pensar nos nossos bebês? Em 5 minutos brincando numa brinquedoteca: quantos objetos eles colocam na boca? Quantas vezes coçam olhos, nariz e tocam nos brinquedos? E esse é apenas UM dos mecanismos de transmissão dos vírus e bactérias. Imaginem nas 4-6, até 8 horas que estão na escola, quantos desses episódios aconteceram? Assim, não há muito como escapar das temidas infecções do primeiro ano escolar. E apesar de serem massacrante para os pais e para os bebês, a boa notícia é que cada doença desenvolve em seu filho uma imunidade permanente contra cada vírus que teve contato. E há estudos que comprovam os benefícios da aquisição dessas doenças nessa fase, evitando diversas doenças graves no futuro.

 

       Para amenizar essa luta, amenizar apenas, pois não existe a fórmula mágica, é importante ter bons hábitos. Alimentação rica em nutrientes, exposição solar segura, horário de dormir respeitado, vacinação em dia. Além disso, é sabido que o aleitamento materno protege o bebê dessas infecções, mesmo no futuro, quando já não estiver mais mamando.

   

        Portanto, fiquemos tranquilos, essa fase é difícil, mas passa. Procure sempre o amparo do seu pediatra para avaliar seu bebê e para que vocês possam curtir com mais plenitude essa fase tão especial e nova na vida da família, que é o início da escolinha!

 

 

REFERÊNCIAS:

http://mairaluz.com.br/escolinha-e-as-primeiras-doencas/

https://www.danonenutricia.com.br/infantil/crianca/saude/crianca-doente-doencas-mais-comuns-na-creche

https://www.mamaepratica.com.br/2013/09/30/pros-e-contras-de-colocar-seu-filho-na-escolinha/

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - “O Ingresso e Adaptação de Bebês e Crianças Pequenas à Creche: Alguns Aspectos Críticos, 2001.

Jornal de Pediatria do Rio de Janeiro - “As creches e pré–escolas e as doenças transmissíveis”, 2007.

Liga de Oftalmologia - Universidade Federal do Ceará - “Conjuntivites agudas”.  

Sociedade Brasileira de Pediatria - “Diretrizes para o manejo da infecção causada pelo vírus sincicial respiratório”, 2017.

“Infecções agudas das vias aéreas superiores – diagnóstico e tratamento ambulatorial” – Jornal de Pediatria, 2003.

 

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08
Set

Como fazer a limpeza de Mamadeiras e Chupetas

Os bebês nunca vêm sozinhos quando chegam em casa: além da alegria e da bagunça, trazem cueiros, chupetas, mamadeiras, fraldas, lenços umedecidos... Um kit completo de utensílios que precisam ser usados e limpos. A mamadeira é um item indispensável e que deve estar sempre bem higienizado, e é normal ter medo de não lavá-la corretamente, porque qualquer contaminação pode colocar em risco a vida da criança. Porém, é possível deixá-la sempre segura e limpinha. Dá uma conferida nessas dicas imperdíveis!

 

- Lave sempre as mãos antes de iniciar a limpeza.

 

- As escovas para limpeza de mamadeiras, preferencialmente, não devem ter cerdas brancas! As coloridas são mais fáceis de vermos se soltarem dentro da mamadeira.

 

- A troca dos bicos artificiais deve acontecer a cada seis semanas, pois existem dobras que podem ser difíceis de serem limpas e acomodarem germes e bactérias.

 

- Até os 6 meses de idade, deve-se repetir o processo de limpeza e esterilização após cada uso.

 

- Para limpar a mamadeira, especialmente o bico de silicone e a chupeta do bebê, tenha uma esponja ou escova de mamadeira que será usada SOMENTE para os objetos do bebê. A dica para não confundir, é usar esponja de cor diferente, lave primeiro com água quente, detergente e um escova própria que chegue ao fundo da mamadeira, para remover os resíduos visíveis e depois deve-se esterilizar com água fervente para matar os germes que causam mau cheiro.

Depois disso os recipientes de plástico podem ficar de molho numa bacia durante 1 hora com: 

  • Água suficiente para cobrir tudo;
  • 2 colheres de sopa de água sanitária; 
  • 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio.

Após, deve-se lavar tudo com água limpa corrente. Isso irá deixar tudo bem limpo, removendo a cor amarelada da mamadeira e da chupeta, deixando tudo bem limpo e transparente novamente. Mas além disso, ainda é importante esterilizar tudo, eliminando completamente todos os germes, da mamadeira e da chupeta. A seguir, indicamos 3 formas de fazer isso:

 

1. Na panela de água fervente

Colocar a mamadeira, o bico da mamadeira e a chupeta numa panela e cobrir com água, levando ao fogo para ferver. Após a água iniciar a fervura, deve-se deixar no fogo por mais 5 a 10 minutos, em seguida, deve-se colocar tudo para secar naturalmente, em cima de uma folha de papel de cozinha. 

Deve-se evitar secar os utensílios do bebê com qualquer tipo de pano, para que não ocorra contaminação por micro-organismos e para que não fiquem fiapos do tecido nos objetos. Após a secagem natural, deve-se guardar a mamadeira e os bicos, sem fechá-los completamente, dentro do armário da cozinha. 

 

2. No micro-ondas

Para limpar profundamente a mamadeira e a chupeta no micro-ondas é preciso colocar tudo dentro de uma tigela de vidro, num recipiente de plástico próprio para micro-ondas ou no esterilizador de micro-ondas, que se compra nas farmácias ou lojas de produtos para bebês e crianças.

O procedimento é feito colocando os utensílios no recipiente e cobrindo-os com água, levando ao micro-ondas em potência máxima por cerca de 8 minutos, ou de acordo com a orientação do fabricante do produto.

Em seguida, deve-se deixar as mamadeiras, os bicos e as chupetas secarem naturalmente, em cima de uma folha de papel de cozinha. 

 

3. No esterilizador elétrico

Nesse caso, deve-se seguir as orientações do fabricante, que vem na caixa do produto. Em geral, o procedimento dura cerca de 7 a 8 minutos, e o aparelho traz a vantagem de desgastar menos os objetos, prolongando sua vida útil. Após o processo, pode-se deixar os utensílios secando no próprio aparelho antes de guardá-los em um recipiente bem fechado.

 

Com que frequência se deve esterilizar

A esterilização das chupetas e mamadeiras deve ser feita sempre antes de usar pela primeira vez e, em seguida deve ser feita 1 vez por dia até o primeiro ano de vida ou sempre que caírem no chão ou entrarem em contato com superfícies sujas.

Esse procedimento é importante para evitar o desenvolvimento de micro-organismos nos bicos, chupetas e mamadeiras do bebê, que podem acabar causando problemas como infecções intestinais, diarreia e cáries, pois as crianças são frágeis e não têm o sistema imunológico completamente desenvolvido.

Uma boa dica é ter, pelo menos, 2 a 3 mamadeiras e chupetas iguais para que quando uma estiver de molho ou sendo esterilizada, a outra possa ser usada.

 

O que não se deve fazer 

Algumas formas de limpeza que são desaconselhadas na limpeza da mamadeira e da chupeta do bebê são:

  • Lavar estes recipientes com sabão em pó, porque é um produto muito forte e que irá deixar sabor na mamadeira e na chupeta;
  • Deixar tudo de molho numa bacia, mas sem manter tudo coberto pela água. Colocar um pratinho em cima de tudo pode garantir que realmente fica tudo de molho;
  • Lavar a mamadeira e a chupeta na máquina de lavar louça junto de outros objetos de cozinha, porque pode não ficar devidamente limpo;
  • Deixar a mamadeira de molho somente com água e um pouquinho de detergente com a tampa virada para dentro em cima da pia da cozinha durante toda a noite;
  • Secar a mamadeira e a chupeta com pano de prato porque podem ficar fiapos que a criança pode engolir; 
  • Guardar estes objetos ainda molhados ou úmidos dentro do armário da cozinha porque pode facilitar a proliferação de fungos que não são vistos à olho nu.

Também não é recomendado limpar a mamadeira e a chupeta apenas 1 vez por mês ou 1 vez por semana, porque ficam vestígios de leite e saliva que promovem a proliferação de micro-organismos que causam doenças no bebê. 

 

Espero que tenham gostado destas dicas e que possam colocar em prática no dia a dia dos seus pequeninhos. São tantas coisas que acompanham a nossa rotina, que muitas vezes algumas passam desapercebidas. Sempre que surgir alguma dúvida se sinta a vontade em entrar em contato, sempre faremos o possível para ajudar! Abraços e até a próxima dica!

 

 

REFERÊNCIAS:

http://mairaluz.com.br/como-fazer-a-limpeza-de-mamadeiras-chupetas/

https://www.tuasaude.com/como-esterilizar-mamadeira-e-chupeta/

https://www.casapraticaqualita.com.br/noticia/como-limpar-mamadeiras-e-bicos-sem-misterio_a1224/1

https://guiadobebe.com.br/esterilizacao-de-mamadeiras-e-chupetas/

https://www.youtube.com/watch?v=wRZf6R54YeM

 

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01
Set

Baby blues X Depressão pós parto

Muito se fala sobre depressão pós-parto e as consequências desse problema na vida da mulher, mas você já ouviu falar sobre baby blues?

A maioria das mulheres não conhece, mas trata-se de fases do estado emocional após o parto, que podem ser tratadas e controladas dependendo do caso.

Nos primeiros dias depois do nascimento do bebê, é comum que a mãe se sinta irritada, triste e com vontade de chorar, mesmo sem motivo. Mas esses sentimentos podem ser intercalados com momentos de muita alegria e satisfação. Isso se deve a mudanças hormonais que acontecem nessa fase. Apesar de ser um momento maravilhoso, essa caminhada também é desafiadora. E no momento em que você imaginou conhecer a maior felicidade de todas, pode se deparar com uma tristeza estranha. Não significa não estar feliz com a chegada do seu bebê, mas sim, em saber lidar com um turbilhão de emoções que chega sem avisar.  

 

Qual a diferença entre baby blues e depressão pós-parto?

 

A diferença é a questão da inconstância, intensidade e da duração dos sintomas, que são um dos primeiros marcadores do baby blues — que aparece logo após o nascimento do bebê e dura em torno de duas a três semanas. A oscilação é maior: momentos de tristeza, às vezes momentos mais intensos de ansiedade. Em algumas ocasiões, a mãe tende a melhorar quando dorme ou quando se alimenta bem.

Já na depressão pós-parto, os sintomas persistem por mais tempo e são mais intensos. O acompanhamento do médico pode observar a evolução de uma depressão, ou se realmente já apresenta a depressão pós-parto. Alguns casos podem atrapalhar a funcionalidade da mulher, nos cuidados com o bebê e nas relações dela com outras pessoas. Geralmente, são sintomas que não sofrem tantas oscilações e são constantes (como sintomas de tristeza), e também podem evoluir para um quadro de ideação suicida.

 

Quais são as causas do baby blues?

As causas podem estar ligadas ao próprio parto, como:

  • Oscilação hormonal e mudanças hormonais;
  • Mudança de humor da mãe;
  • Um parto mais difícil;
  • Alguma intercorrência (que pode afetar a mulher);
  • Dificuldade em amamentar;
  • Ter um bebê novo;
  • A responsabilidade de cuidar dele;
  • A mudança de como a mulher enxerga a si mesma ou como se vê na própria relação com o parceiro;
  • O próprio cansaço de ter todos os cuidados com o bebê.

 

Como é o tratamento para blues pós-parto?

Em geral, essa condição desaparece sozinha, é algo transitório, mas é sempre muito importante o descanso. Sabemos que quando chega um bebê, isso mexe muito com a rotina de sono, a mãe tem que amamentar, às vezes, a cada três horas, não consegue dormir e, consequentemente, a privação de sono é uma das causas que podem intensificar esses sintomas.

 

MUITO IMPORTANTE:

  • Descansar;
  • Ter uma alimentação adequada;
  • Ter um bom suporte;
  • Ter com quem conversar (falar da ansiedade e dos medos);
  • Assistência em relação à amamentação (em alguns casos, sabemos que as mulheres têm dificuldades, e isso pode causar estresse).

Basicamente, é tirar os fatores estressores. No tratamento do Baby Blues fazer um agrado a si mesma de vez em quando e ter um tempo para se cuidar é fundamental. Eu sei que há sempre a preocupação com a criança, mas a mãe tem que estar bem para cuidar do bebê, ela não pode esquecer dela mesma, isso é muito importante lembrar. Em geral, essas são as medidas mais eficazes.

Diferente da depressão pós-parto, em que esse período é mais estendido e intenso, se parte para orientação de entrar com medicações adequadas durante o período da amamentação. Se avalia alguns fatores, por exemplo, o histórico familiar e pessoal, se a paciente já fez uso de medicações para depressão anteriormente. Além da orientação em casos de sintomas mais leves, se encaminha para a psicoterapia, o que ajuda muito, mas tudo depende de cada caso e deve ser avaliado por um médico. 

 

 

Principais sintomas da depressão:

  • Dificuldade de desenvolver sentimentos amorosos com o bebê;
  • Mudanças de humor severas;
  • Episódios de pânico;
  • Fadiga intensa;
  • Afastamento de amigos e familiares;
  • Alterações no apetite;
  • Falta de higiene da mãe e do bebê;
  • Irritabilidade;
  • Sentimentos de culpa, inadequação, inutilidade e vergonha;
  • Pensamentos de suicídio ou morte;
  • Falta de concentração;
  • Ansiedade grave;
  • Pensamentos relacionados a prejudicar a si mesma ou ao bebê.   

Quando o quadro é muito severo e mistura sintomas de psicose, a mulher pode machucar a si mesma ou bebê. A família deve estar atenta aos sinais para intervir se necessário.

 

Tratamento da Depressão pós-parto

 

Tratar a depressão pós-parto requer sessões de psicoterapia e medicação. O uso de medicação deve ser avaliada de acordo com cada quadro, podendo incluir antidepressivos ou antipsicóticos, depende muito da avaliação do médico.

 

Superar essa tristeza é essencial para saúde da mãe e para o relacionamento entre ela e o bebê. Conheça alguns fatores que podem ajudar:

  • Consulte um profissional;

  • Procure apoio familiar ou de algum amigo;

  • Se distraia com atividades de lazer;

  • Repouse;

  • Fortaleça sua autoestima;

  • Reconheça as mudanças que ocorreram e tente aceitá-las.

 

 

REFERÊNCIAS

https://www.rededorsaoluiz.com.br/maternidade/noticias/artigo/baby-blues-ou-blues-pos-parto

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/nutricao/depressao-pos-parto/

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/24/baby-blues-ou-depressao-pos-parto-saiba-como-diferenciar-e-tratar-quadros.htm

https://hospitalsantaclara.com.br/qual-a-diferenca-entre-baby-blues-e-depressao-pos-parto/

https://sergiofranco.com.br/saude/depressao-pos-parto

https://www.youtube.com/watch?v=CAEtBtZst2U

https://www.youtube.com/watch?v=q8w3q0j9LVI

 

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