Atividade física na gestação

  29/09/2021

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      As mulheres nesta fase precisam de bem estar fíco e mental pois enfrentam uma série de alterações fisiológicas e anatômicas que podem trazer desconfortos nesse período. Com exercícios específicos e orientados, é possível evitá-los e permitir que tenham uma gravidez tranquila e segura desde que mãe e feto estejam com boa evolução, sem contraindicações médicas, a prática de atividade física na gravidez é muito bem-vinda. Se o obstetra der o aval, não tem desculpa! Vale a pena suar a regata, o top e a camiseta!

 

Os benefícios  são:

  • evitar uns quilos extras;
  • preparo da musculatura pélvica-perineal para o parto. Recuperação mais rápida puerperal;
  • menor risco de diabetes gestacional;
  • menos dor lombar e pélvica;
  • menor incidência de incontinência urinária;
  • melhora da saúde mental, com menor risco de depressão pós-parto.

Devido ao aumento de gestantes procurando atividades físicas, instituições canadenses se debruçaram sobre as pesquisas na área e criaram a primeira diretriz a listar não apenas as vantagens da atividade física nessa fase mas também as orientações para as mulheres saírem do sedentarismo de maneira segura. 

 

As principais recomendações da nova diretriz internacional de exercícios para gestantes são:

1. Toda mulher sem contraindicação médica pode e deve ser fisicamente ativa durante a gravidez. 

2. As gestantes precisam fazer 150 minutos por semana de exercícios físicos em intensidade moderada para obter benefícios. 

3. Esse tempo tem que ser dividido em pelo menos três dias da semana. 

4. Um treino focado no assoalho pélvico pode ser feito regularmente. Busque acompanhamento de um profissional para receber instruções específicas. 

5. Em caso de tontura, náuseas e afins durante o exercício, se recomenda a mudança de posição ou a troca da atividade. 

6. O ideal é combinar exercícios aeróbicos (hidro, caminhada…) e resistidos (musculação). Ioga, Pilates e alongamentos leve também são bem-vindos. 

 

O que fazer:

  1. caminhadas leves;
  2. spinning;
  3. natação;
  4. dança;
  5. atividades de resistência leve.

Associado a esses, não esquecer de exercícios de trabalho para o assoalho pélvico. A rotina pode começar na gravidez e tornar-se hábito para prevenção de incontinência urinária para o climatério.

A intensidade pode ser difícil de calibrar. Como saber se a intensidade está adequada? Uma das formas é conversar durante a atividade. Se você for capaz de conversar durante a atividade física, pode considerar intensidade moderada, se não conseguir, já estará com grande intensidade.

 

 

Toda mulher sem contraindicação médica pode e deve ser fisicamente ativa durante a gravidez. É o obstetra quem avalia o histórico e as condições da paciente antes de liberar o treino. Doenças maternas, antecedente de parto prematuro ou aborto espontâneo: tudo é levado em conta. Concedido o ok, recomenda-se esperar passar os três primeiros meses de gravidez, período crítico no desenvolvimento do feto. Tão importante quanto não ficar parada é ter supervisão. Um ponto importante é que exista um diálogo entre todos os profissionais que acompanham a mulher: médico, enfermeira, educador físico e fisioterapeuta.

 

Quando os exercícios estão fora de cogitação ou merecem ser avaliados pelo médico:

Histórico: quem já sofreu aborto espontâneo ou parto prematuro precisa ser avaliada rigorosamente. 

Hipertensão: exercícios auxiliam a controlar a pressão. Mas, sem orientação, podem causar o efeito oposto. 

Doenças do coração: arritmias ou outras anormalidades cardíacas exigem cuidado dobrado. 

Problema respiratório: treinos inapropriados podem provocar desconfortos e impactar no bebê. 

Anemia: a queda nas hemoglobinas do sangue afeta a distribuição de oxigênio até para o feto. 

Desnutrição: se não corrigida, a carência de nutrientes abala o ânimo, o humor e a saúde da mãe e do filho. 

Gêmeos: após a 28ª semana de uma gravidez de gêmeos, exercícios podem se tornar arriscados. 

Hemorragia: sangramento vaginal é sinal de gravidez de risco. Não deixe de procurar o médico. 

Pré-eclâmpsia: marcada por pressão alta na gestação, demanda repouso e monitoramento. 

Crescimento anormal do bebê: corre-se o risco de o oxigênio não chegar na quantidade adequada para o feto. 

Diabetes tipo 1 descontrolado: nesse caso, os exercícios descompensam a doença. 

Tireoide alterada: sem tratamento, o déficit ou o aumento dos hormônios tireoidianos mexem com o corpo todo. 

Trigêmeos: por se tratar de uma gestação de risco, exercícios não são aconselháveis nesse caso. 

 

A atividade física, salvo em raras exceções, é importante para o bem estar de todas as pessoas. Desde a infância para prevenção de obesidade, promover interação social, os benefícios são enormes. Na adolescência e idade adulta proporciona bem estar, controle de peso, prevenção de diabetes tipo 2, melhora de controle pressórico nos hipertensos, entre outros. Na gestação também não poderia ser diferente. Desde que mãe e feto estejam com boa evolução, sem contraindicações médicas, a prática de atividade física na gravidez é muito bem-vinda, procure seu médico e tenha uma qualidade de vida durante sua gestação!

 

REFERÊNCIAS 

https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/6Jd7PRYCv8cBzRbvQ77pF4d/?format=pdf&lang=pt

Leia mais em: https://saude.abril.com.br/fitness/quais-sao-os-beneficios-de-se-exercitar-na-gravidez/

https://www.tuasaude.com/atividade-fisica-para-a-gravidez/

https://pebmed.com.br/guideline-de-atividade-fisica-na-gravidez/